sexta-feira, outubro 11, 2013

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Há sete anos atrás, li um blog de um rapaz, seu desabafo sobre a saga de seus vinte e poucos anos e de longe, foi uma das avaliações pessoais mais sinceras que já li em toda a minha vida.

O autor, contava com muita insatisfação e dor aquele momento e, por coincidência era véspera de seu aniversário. Na época, como havia completado recentemente vinte anos, não pude compreender o que ele estava querendo dizer.
Hoje, após este longo período, estou aqui fazendo o meu desabafo. A maturidade me permitiu refletir, sentir e entender perfeitamente o que ele quis dizer.

Estou há menos de um dia para completar 27 anos e sabe o que tenho sentido de verdade? Um abismo.
Em minha opinião, aniversários são a forma mais deprimente de se comemorar um ano a mais ou a menos da vida de uma pessoa, ou seja, um verdadeiro inferno.
Gosto de verdade da alegria das pessoas, que te admiram de alguma forma e querem o seu bem é algo sem preço, porém, meu leitor, cada comprimento tem o poder de me matar das mais diversas formas possíveis, assim como cada palavra deste artigo.

Estes 27 anos tem sido uma gangorra com coisas muito positivas e muito negativas. Acredito que as coisas ruins foram as que mais estiveram presentes neste caminho e nesta jornada, em alguns momentos tive que levar alguns fardos tão fortes e pesados que em diversos momentos pensei que fosse morrer e em MINHA opinião, a vida é algo frio.

Há momentos que me dá vontade incontrolável de apagar as luzes por definitivo e dar um fim. Viver tem um preço alto e não é para todos.

O problema não está em ficar velho e, muito menos, ganhar rugas e todas estas consequências que a idade nos dá, até mesmo porque não sou vaidosa e nem me importo com isto, mas sim não ter NADA para contar de útil para o próximo, de não ter uma bagagem e este, indiscutivelmente é um dos meus medos: o de não fazer algo por mim.

Foram nestes 27 anos também percebi que certas coisas não eram para acontecer na minha vida e que gastei energia demais querendo a todo custo que eles se concretizassem, houve excessos de gastos físicos, emocionais e psicológicos batendo em tecla de coisas, que não daria certo por todo esforço que fizesse por elas, como entrar numa faculdade (almejava isto mais que a minha vida), certas estabilidades e com o tempo eu tive que me obrigar a conviver sem elas. A vida me mostrou que elas não eram necessárias e, que provavelmente seria muito infeliz se estivesse as exercendo hoje em dia. Suportar tudo isto foi muito duro e doloroso. Por incrível que pareça, eu não se de onde consigo arrancar forças para lutar por alguns objetivos até o fim, mesmo que eles falhem.

27 anos me fizeram querer ganhar o mundo e lutei com unhas e dentes com todas as minhas forças com unhas e dentes, até onde pude para tentar ganhar o mundo e mais uma vez eu não consegui, porém ter conquistado 2% dele, em alguns momentos, me fez me sentir mais confiante e me trouxe sensações inexplicáveis que fez uma pontinha de luz acender o meu coração.
 
Foi neste período também, que reparei como realmente lutei com unhas e dentes como uma louca, até o fim pelos meus ideais, pelos meu sonhos e objetivos. Este fim um dos pontos positivos, pois no meio de tanta negatividade, não sei como consegui sobreviver ao caos.

Mas, em compensação eu ganhei muita preguiça de viver, intolerância e um senso crítico fora do normal, que tem me prejudicado e tenho pago um preço altíssimo por isto como a solidão e uma saúde bem debilitada.

Mas, nestes vinte e sete anos, fui puxada para o fundo do mar e me afoguei nas minhas lutas com meus demônios internos, tive conflitos e lutar com eles, me fez chegar a conclusão de que me sinto um lixo. Como consequências vieram a solidão e uma dureza que às vezes machuca demais, mas você aprende que a solidão não é o fim da vida, pois você aprende-se a se auto avaliar e ela, de alguma forma, te faz amadurecer. Você começa a se entender melhor.

Mas foi nestes vinte e sete anos que ter conhecido a arte e ter mergulhado de cabeça, me fez superar algumas várias coisas ruins que tenho passado. A música, fotografia, teatro e a pintura me fizeram enxergar várias coisas de um modo extremamente diferente e observar as diversidades das pessoas com mais respeito e ocupado a minha mente.
 
Hoje, é meu último texto com 26 anos e daqui há algumas horas, um novo ano começará e estou extremamente frustrada e não quero presentes, não quero festas, eu não quero celebrações, não quero muitas felicidades, muitos anos de vida, beijos, abraços e todos estes clichês de aniversário. Eu quero uma vida mais justa e mais simples. Quero menos dores, menos tristezas, menos chateações e menos sofrimento. Nestes 27 anos – que não estão sendo NADA bem vindos – que alguma coisa neste planeta me dê forças para aturar mais UM ANO viva. Que a vida seja menos cruel e que, precise me matar para tentar realizar meus únicos dois sonhos de vida, que tem me trazido machucados e dores horríveis.

Hoje, quando der 00h no relógio, provavelmente chorarei pensando que mais um ano está vindo pela frente.
Pontuo.

 


Um comentário:

  1. E uma pausa pro chá? Uma xícara de chá da tarde, simples e sem pretensões, apenas pra descansa e aproveitar o sabor... É o que desejo. :)

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