A enxaqueca latejava e não tinha fim. A vontade de abrir a cabeça e tirar a dor de dentro era enorme.
Logo há alguns metros atrás
de mim, um homem brigava com outro que pregava e se dizia um "enviado de Jesus à terra".
“- Você é louco e um
tremendo de um vagabundo” bradou o primeiro homem em tom provocativo
“-Tome cuidado com o que
você fala você não me conhece”, alertava o suposto pastor.
Uma briga sem fim, que atraiu uma pequena plateia, que estava gostando de ver "fogo na lenha" e que, era trágico.
E a enxaqueca piorava mais e mais. Pedi aos deuses, à Ganesha e a Hanuman para não desmaiar na rua, pois faltou pouco - a minha pressão estava baixa e o barulho estridente me incomodava.
E deixo uma reflexão: onde está o espírito natalino? Citei os exemplos acima por causa dos contrastes, que são absurdos e a pobreza das pessoas – tanto espiritual, como material – é algo desolador. Nem há palavras para expressar o que sinto e não se particularmente, é porque nos últimos seis anos particularmente não estou na vibe de celebrar ou se estou bem cansada das futilidades, mas as pessoas perderam até a educação que supostamente elas tinham. Há razões para celebrar isto?
E deixo uma reflexão: onde está o espírito natalino? Citei os exemplos acima por causa dos contrastes, que são absurdos e a pobreza das pessoas – tanto espiritual, como material – é algo desolador. Nem há palavras para expressar o que sinto e não se particularmente, é porque nos últimos seis anos particularmente não estou na vibe de celebrar ou se estou bem cansada das futilidades, mas as pessoas perderam até a educação que supostamente elas tinham. Há razões para celebrar isto?
Uma época onde a compaixão e
a vida deveriam ser repensadas dá lugar ao materialismo e ao egocentrismo.
Deus dê-nos força para
suportar mais um Natal e mais um ano da desgraçada da Simone cantando “então é
Natal”. Vamos celebrar a estupidez alheia.
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