A vida nos permite
ter diversos pequenos prazeres e certas primeiras vezes que são inesquecíveis e
uma delas foi conhecer a praia.
É algo simples, eu sei, mas em vinte e seis primaveras, nunca tinha visto o mar. Houveram algumas oportunidades no passado, porém Murphy sempre estava presente em todas elas e, por isto nunca pude ir e também o fato de ter que de mostrar o corpo não é algo que me agrada muito – ainda mais quando se é pura pele e osso, como eu.
É algo simples, eu sei, mas em vinte e seis primaveras, nunca tinha visto o mar. Houveram algumas oportunidades no passado, porém Murphy sempre estava presente em todas elas e, por isto nunca pude ir e também o fato de ter que de mostrar o corpo não é algo que me agrada muito – ainda mais quando se é pura pele e osso, como eu.
No dia 30 de
Setembro, três amigos muito queridos e que gosto bastante resolveram me dar
este “presente de aniversário” e a nossa viagem teve como destino
Santos/Guarujá e o dia estava nublado. Ramones e Type O Negative ganharam um
significado bem especial pra mim.
A primeira
coisa que já me fez feliz foi em notar como o “ar litorâneo” é diferente do ar
poluído e fedorento de São Paulo e a minha saúde agradeceu bastante. Outro ponto positivo é a paz e a
tranquilidade transmitida e não sei porque se estou numa “vibe” mais zen, mas
as pessoas que moram lá são mais tranquilas, não são estouradas como as daqui e sem falar que fiquei ótima das brisas de maconha. hahahaha
Quando chegamos à Santos e ainda estava no carro, a primeira impressão que tive é que a praia era sem graça, com aqueles prédios e tal, mas a coisa mudou quando pegamos uma balsa sentido Guarujá e quando descemos do carro e pude ver o movimento da água, aqueles navios todos e a paisagem, fiquei sem fôlego, pois é tão bonito, mas tão bonito que qualquer palavra não representa 1% do que aquilo foi para mim. O movimento da água é algo muito bonito de se ver e bem relaxante.
Quando chegamos ao Guarujá e paramos na primeira praia, a minha opinião mudou e finalmente consegui entender porque alguns vários músicos, pintores e artistas tem um zelo tão grande pelo mar, pois ele é inacreditavelmente lindo.
Ele é algo
tão forte, mas ainda sim tem uma fragilidade tão grande, mas tão grande que é
impossível não se apaixonar. A areia tão branquinha, mistura se com a cor das
ondas e é tão infinito, tão inalcançável..... me vieram tantas coisas boas em
mente. Poderia passar o resto da minha tarde - ou da minha vida - ali.
Fomos à
terceira praia, após uma trilha bem legal chamada “Praia Branca” e quando pus
meus pés na areia e senti a água do mar vindo aos meus pés e me deu uma
sensação estranha – deu tontura – como se tudo o que me chateasse, estivesse
indo embora. Foi uma das experiências mais lindas da minha vida e me deu tanta
vontade de chorar, mas o que mais desejava naquele cinco minutos era atravessar
aquilo.... como se fosse meu, sabe?! Este é um
daqueles tipos de relatos meio tontos, mas achei válido vir compartilhar algo
legal com vocês.

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