sexta-feira, novembro 01, 2013

Through the Ocean's Way

A vida nos permite ter diversos pequenos prazeres e certas primeiras vezes que são inesquecíveis e uma delas foi conhecer a praia.
É algo simples, eu sei, mas em vinte e seis primaveras, nunca tinha visto o mar. Houveram algumas oportunidades no passado, porém Murphy sempre estava presente em todas elas e, por isto nunca pude ir e também o fato de ter que de mostrar o corpo não é algo que me agrada muito – ainda mais quando se é pura pele e osso, como eu.





No dia 30 de Setembro, três amigos muito queridos e que gosto bastante resolveram me dar este “presente de aniversário” e a nossa viagem teve como destino Santos/Guarujá e o dia estava nublado. Ramones e Type O Negative ganharam um significado bem especial pra mim.

A primeira coisa que já me fez feliz foi em notar como o “ar litorâneo” é diferente do ar poluído e fedorento de São Paulo e a minha saúde agradeceu bastante.  Outro ponto positivo é a paz e a tranquilidade transmitida e não sei porque se estou numa “vibe” mais zen, mas as pessoas que moram lá são mais tranquilas, não são estouradas como as daqui e sem falar que fiquei ótima das brisas de maconha. hahahaha





Quando chegamos à Santos e ainda estava no carro, a primeira impressão que tive é que a praia era sem graça, com aqueles prédios e tal, mas a coisa mudou quando pegamos uma balsa sentido Guarujá e quando descemos do carro e pude ver o movimento da água, aqueles navios todos e a paisagem, fiquei sem fôlego, pois é tão bonito, mas tão bonito que qualquer palavra não representa 1% do que aquilo foi para mim. O movimento da água é algo muito bonito de se ver e bem relaxante.
Quando chegamos ao Guarujá e paramos na primeira praia, a minha opinião mudou e finalmente consegui entender porque alguns vários músicos, pintores e artistas tem um zelo tão grande pelo mar, pois ele é inacreditavelmente lindo.

Ele é algo tão forte, mas ainda sim tem uma fragilidade tão grande, mas tão grande que é impossível não se apaixonar. A areia tão branquinha, mistura se com a cor das ondas e é tão infinito, tão inalcançável..... me vieram tantas coisas boas em mente. Poderia passar o resto da minha tarde - ou da minha vida - ali.







Fomos à terceira praia, após uma trilha bem legal chamada “Praia Branca” e quando pus meus pés na areia e senti a água do mar vindo aos meus pés e me deu uma sensação estranha – deu tontura – como se tudo o que me chateasse, estivesse indo embora. Foi uma das experiências mais lindas da minha vida e me deu tanta vontade de chorar, mas o que mais desejava naquele cinco minutos era atravessar aquilo.... como se fosse meu, sabe?! Este é um daqueles tipos de relatos meio tontos, mas achei válido vir compartilhar algo legal com vocês.

O que para vocês pode ser brega, pra mim tem um significado importantíssimo. Abaixo estão algumas fotos e mais uma vez, parabéns, mais uma vez, para mim que usou os efeitos errados na câmera, mas não importa.
Obrigada a Andréia, Gê e ao Diego pelo amor e pela paciência.

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