Uma vez ouvi uma frase que
falava o seguinte, que se uma pessoa não tivesse conhecido o amor de um animal
na vida, você nunca saberia o que é um amor de verdade, e esta frase está
coberta de razão.
Gosto de animais (principalmente de cachorros), sempre gostei e já tive vários. Amei a todos de todo o coração e quando eles partem é sempre uma droga, sempre me acabei de chorar e morrer de saudades deles, mas é um amor tão puro e tão verdadeiro que você entende o porque ele é, vamos dizer, breve.
Eu tinha um daschund chamado Tobias e um dia meu pai deu um banho nele e eu o soltei na rua. Algo não queria deixa-lo sair e eu insisti, quando um idiota o atropelou (passou o carro em cima da cabeça dele) e ele morreu. Até hoje, falar disto dói e me machuca muito, de verdade, pois eu tive uma parcela ENORME de culpa neste acontecimento. Fiquei péssima, que Dona Elza, a “mãezinha” da mãe do Tobias, viu que a situação foi tão triste, que ela me doou na mesma semana o Shiva.
Quando cheguei do trabalho e
vi na sala de casa, aquele cachorro tão pequenino que parecia um ratinho dentro
de uma caixa de sapatos, coberto de paninhos, foi amor à primeira vista. Ele
era tão microscópico e tão fofinho que era impossível ficar longe de tanta
fofura. Demonstrava ter um gênio forte e sempre estava disposto à brincar. Veio
para fazer companhia ao meu falecido Gohan. Logo em seguida chegou o Raví e a
minha alegria ficou completa.
Mas infelizmente, o Ravi e o Gohan vieram a falecer e ele ficou sozinho. Morri de chorar e foi quando eu percebi que agora ele seria o único e que deveríamos dar uma assistência à ele, que naquele momento precisava e foi nesta fase que descobri o QUANTO ele é um animal bom. Mesmo sendo bipolar (ele é igual a lua, tem fases – ele é meio rebelde haha), ele é um bom cachorro e mesmo genioso, é o meu companheirinho. Meu amigo de verdade: ele não me machuca, ele não me faz sentir a pior pessoa do mundo, ele não julga a minha aparência, quer apenas o meu amor e o meu carinho. Em troca ganho lambidas, latidos e uivadas. hahahaha

Não gosta de ser fotografado, tem ciúme possessivo do meu pai, gosta do carinho da minha mãe e com minha irmã e eu, faz a egípcia. Mas, ainda sim, ele tem uma alegria tão particular quando chegamos em casa e fica tão fofinho quando se espreguiça quando acorda, tem a patinha mais fofa do mundo (parecem duas almofadas) e é barulhento demais, tem horas que irrita.
E assim é o meu Shiva, que faz jus ao seu nome e me faz a pessoa mais feliz da vida nestes 365 dias. A vida me deu, pois ela tinha uma missão para nós todos aqui: amar, amar e amar. Eu amo você, ratinho. Gordinho safado













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